Morra antes que você morra.

“Um centro de gravidade permanente é a alma do meditador que está no mundo, mas tem consciência de que não pertence a ele, pois é ciente de que, mesmo o meditador, é inexistente.”  Siddhartha

ESSE TRECHO FOI EXTRAÍDO DE UMA CITAÇÃO DE SIDDHARTHA. Gravado durante a vivência Centro de Gravidade Permanente – São José dos Pinhais, PR – 2009 e PUBLICADA NO LIVRO “MEDITAÇÃO O CAMINHO DO DESPERTAR

Pergunta:

Certa vez li uma frase: “Morra antes que você morra!” Pode falar da morte?

Resposta:

“Na verdade, desde que nasceu você começou a morrer.

Olhe para uma rosa, quando o botão aparece, começa a deteriorar. A cada instante ela morre um pouco mais, na hora em que a flor abriu, suas pétalas caem e a rosa deixa de existir. Por uma fração de existência estava visível, em seguida não está mais lá! Este corpo é igual à rosa.

Mas, de verdade, a morte é inexistente, só existe vida!  Tudo se regenera, se transforma.

A vida é um fluxo continuo, ela não para. A morte é mais uma criação do homem. Criou a identidade e o ponto final. E, a partir desta crença, luta para não morrer! Quer ser eterno! Mesmo se isso signifique lutar conta a natureza da existência, mesmo que isto signifi que não viver aqui e agora!

Jesus definiu os homens como mortos. Pois, na verdade, é neste espaço que a humanidade se encontra.

Centro de gravidade permanente – Morra antes que você morra

A frase “Morra antes que você Morra!” tem origem Sufi, é o convite a deixar a sua identidade e entregar-se à vida. A menos que este estado de natureza morta desaparecer, não experimenta a vida.

A crença de ser precisa deixar de existir, sua personalidade morrer, daí poderá saborear a beleza de estar vivo!

Com a criação da morte, o homem sempre quis desvendar os mistérios do existir, queria entender porque sua vida ia terminar!

É hora de parar de tentar desvendar tais mistérios, pois perderá o milagre que está acontecendo.

Morra antes que você morra. Desista até que ainda esteja aqui… Saboreie a fração de tempo que tem para viver aqui nesta forma, até que ainda esteja aqui! E na hora que este seu estado de existência terminar, verá!

A vida é mesmo eterna, sua identificação não é! Ela é artificial, plástica! Apenas esteja entregue à experiência neste exato momento.”

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