Siddhartha Fala – Sobre O Ser Louco…

Ser Louco

Afinal o que é louco e o que não é?

Diz-se louco daquele que perdeu a razão; alienado, doido, maluco.Insensato, temerário…etc

A loucura ou insanidade mental é segundo a psicologia uma condição da mente humana caracterizada por pensamentos considerados anormais pela sociedade.

Algumas visões sobre loucura defendem que o sujeito não está doente da mente, mas pode simplesmente ser uma maneira diferente de ser julgado pela sociedade.

Na verdade O Ser Louco, refere-se a alguém que não se encaixa nos conceitos da sociedade, alguém que não está dentro os assim denominados contextos da “Normalidade” .

Algo que reporta a Procausto um bandido que vivia na serra de Elêusis. Segundo este mito Grego, em sua casa, ele tinha uma cama de ferro, que tinha seu exato tamanho, para a qual convidava todos os viajantes a se deitarem. Se os hóspedes fossem muito altos, ele amputava o excesso de comprimento para ajustá-los à cama, e os que eram baixos em estatura eram esticados até atingirem o comprimento suficiente. Uma vítima nunca se ajustava exatamente ao tamanho da cama. Assim todos teriam uma estatura “normal”.

Siddhartha Fala:

Siddhartha comenta às palavras de uma pessoa presente a respeito Ser considerada louca. De forma abrangente e risonha ele nos traz a clareza a respeito daquilo que sempre nos fez sentir diferente da massa.

A visão de Siddhartha a respeito da loucura é descontraída, ele diz:

“Na historia desta humanidade todos aqueles que buscaram a meditação foram tratados como pessoas diferentes, como loucos… Muitos mestres foram executados, envenenados ou assassinados, pois em sua essência eram rebeldes perante a sociedade.

Todo rebelde torna-se um risco à estabilidade da sociedade, pois o rebelde é livre e a sociedade limítrofe.

Na verdade quem está aberto à verdade é louco! Este vive plenamente sem medo! Está cansado de viver num mundo de mentirinha, busca a liberdade das correntes do mundano. Os “Normais” apenas fingem estar vivendo, mas na verdade estão mortas.  Todos os grandes seres humanos que passearam e os que aqui estão, foram e são  loucas, pelo menos aos olhos da humanidade.

Ser louco é um grito de liberdade que surge no seu mais intimo, uma sensação de estar preso há vidas e finalmente assume sair da toca…”

PERGUNTA: Amado… Sempre me senti um peixe fora d’água… Os outros me chamam de louca… Mas aqui me sinto em casa, porque parece que estou no meio dos loucos…

Siddhartha comenta estas palavras metaforicamente, referindo-se à fábula “O Patinho Feio” de Hans Christian Andersen que relata a história de um filhote de cisne é chocado no ninho de uma pata. Por ser diferente dos demais filhotes. Considerado de louco é perseguido, ofendido e maltratado por todos os demais seres do mundo em que vivia.

Um dia, cansado de ser maltratado, foge do ninho e entra em seu caminho de busca. Algo que apenas um “louco” pode encarar pois nada há a perder.

Durante essa sua jornada, ele viaja o mundo a fora visitando vários lugares. Ainda assim considerado estranho, é mal recebido em todos. Por fim, uma família de camponeses que encontra o patinho o ajudam a superar o inverno.

Com a chegada da primavera, os camponeses devolvem o pato para o lago, onde se da conta que não era aquilo que sempre acreditou ser.  Se une a um bando de cisnes, sendo então reconhecido como o mais belo de todos. Juntos todos abrem as suas asas e voam num céu infinito.

E esta segundo Siddhartha é a condição de um ser no caminho…

FICHA TÉCNICA:

Musica: Flauta – Siddhartha / Edição e Mixagem – Gusta Proença/ Composição – Siddhartha

Vídeo: Gravação – Giovana Gulin / Edição – Equipe Delphis

Duração: Tempo total – 13:44 minutos.

Gravado: Realizado na sede da Delphis Universalis  Curitiba  durante o Campo de Meditação – janeiro 2017

Voz: Pergunta – Giovana Gulin